Mais uma vez a talentosa Meryl Streep brilha em cena, leva o Globo de Ouro de melhor atriz e ainda concorre ao Oscar de mesma categoria, a ser disputado no dia 26 de fevereiro, tudo devido a sua participação em Dama de Ferro. Desta vez a estrela do cinema interpreta Margaret Tatcher, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra na Inglaterra.

A diretora britânica Phyllida Lloyd nos convida a invadir a mente de Margaret no período de sua velhice e a relembrar junto com a personagem toda a sua trajetória, já que o passado dialoga com o presente durante o filme.

Logo na abertura de A Dama de Ferro, nos deparamos com a protagonista envelhecida, a qual é retratada por uma maquiagem muito bem feita em Meryl Streep. A idade avançada e as doenças decorrentes nos revelam a imagem de uma Margaret fragilizada e que ainda não se desprendeu do passado vivendo das lembranças da importante pessoa que ela foi.

Essas lembranças mostram Margaret Tatcher que, em meados da década de 50, se elege parlamentar ainda jovem e, passados alguns anos, se torna a primeira-ministra britânica mulher. A Dama de Ferro reforça bem o título do filme com a encenação das diversas dificuldades enfrentadas pela primeira-ministra, que ficou conhecida por não ter medo de tomar as decisões necessárias para o bem de seu país, mesmo que isso gerasse o descontentamento de muitos.

A perfeita combinação entre Phillida Lloyd, que soube contar a vida de Margaret sob o ponto de vista da personagem, e Meryl Streep, que mergulha de cabeça em seu papel, são cruciais para que a trajetória da primeira-ministra fosse retratada de forma tão adequada.

A atriz realmente marca presença no filme e se destaca diante dos outros atores que chegam até a serem ofuscados pelo talento de Meryl.

Por Mariana Mascarenhas