Após semanas de espera, na tarde do último dia 11 de setembro, terminou finalmente a novela e o Partido dos Trabalhadores, com aval de seu líder maior, definiu Fernando Haddad como candidato à Presidência da República. Agora temos 13 candidatos disputando a corrida ao Palácio do Planalto. São treze pessoas. Cada uma com suas particularidades partidárias, origens e experiências.

Supostamente são treze projetos de governo, o que significa que cada candidato tem uma ideia de como vai governar o País sem ser refém da crise política na qual ele está mergulhado desde 2014.  Sem depender dos “toma lá, dá cá” existentes desde sempre na política brasileira, para conseguir governabilidade.

O novo presidente vai ter de saber lidar com um Estado refém do judiciário. Tornou-se refém porque o empoderou. Porque, numa era de escândalos e denuncismos, o judiciário tem sido acionado diariamente para arbitrar as mais diversas questões tornando-se protagonista. Nunca antes tivemos uma campanha eleitoral tão judicializada. Mas as interferências não pararão por aí.

Serão os membros do STF que decidirão aqueles assuntos com os quais a maioria dos políticos não quer se comprometer, como maioridade penal, legalização do aborto e possivelmente da maconha.

É verdade que até 2011, conforme pesquisa apresentada pela FGV, apenas 4% da população sabia o que faz um membro do STF. Hoje qualquer um sabe elencar o nome de meia dúzia de Ministros.

Mas, muito mais que lidar com o judiciário, o futuro presidente ou “presidenta” terá de se ver com velhas questões como reforma fiscal, reforma política, talvez mais alguma questão referente à Previdência e como todos os antecessores sofrerá com os assuntos do desemprego e da violência urbana.

Quando os candidatos estiverem apresentando seus planos de governo, ficará claro, ou pelo menos é o que se espera, que cada um tem um conjunto de soluções fáceis de executar e eficientes em seus resultados, pelo menos na teoria e no discurso. E nós, como eleitores atentos, ouviremos cada um deles. Ou será que não?

É verdade que dentre os treze candidatos existem aqueles que podem ser considerados decorativos, como é o caso do já multifracassado Eymael.

Candidato em 1998, 2006, 2010, 2014 e agora em 2018, José Maria Eymael parece estar querendo uma vaga no Guiness Book como o candidato que mais vezes disputou e perdeu eleições. Independentemente das vezes em que foi candidato, Eymael continua alcançando resultados insignificantes.

Outros candidatos decorativos são o Cabo Daciolo (Patriota), que quase ninguém conhece; João Goulart Filho (PPL), que apesar do sobrenome não desperta muito interesse da população; Vera Lúcia (PSTU), que dificilmente conseguirá se fazer conhecer durante seus 05 segundos de tempo na TV. Os três, juntamente com Eymael, somam menos de 5% das intenções de voto.

Apesar disso, todo eleitor deveria se dar ao trabalho de acessar a página oficial de cada um deles e “dar uma espiadinha” nos projetos de governo apresentados. Não que aquilo vá ser cumprido ao pé da letra, mas daí poderia sair um voto mais consciente.

Se não quer perder tempo conhecendo todas as treze razões pelas quais cada um se candidatou, o eleitor poderia pelo menos considerar conhecer os mais cotados e, se sobrar tempo e paciência, os menos conhecidos como o Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB). Estes três com ampla experiência administrativa. Isso poderia ser algo a se considerar na hora de escolher um candidato.

Se não buscar conhecer as treze razões, depois não poderá dizer que votou errado porque não tinha opções.

São treze soluções para a criminalidade, saneamento, mobilidade urbana, ensino público e uma série de questões que serão, ou não, trabalhadas nos próximos quatro anos, se não houver um impeachment ou nova crise política.

Melhor conhecer as treze razões agora, gastando apenas umas poucas horas pesquisando do que passar os próximos quatro anos dizendo que a culpa não é sua. Que você votou no outro, que votou nulo, em branco ou, no pior dos casos, dizer que se rebelou e nem lá foi para votar.